I
era uma noite fria
quando a neblina cobria o pasto,
jovens afoitos se
escondiam,
homens e mulheres se
amavam,
aquela suave brisa se
encarregava
de oferecer a fabulosa sinfonia.
II
(seus olhos refletiam a luz dos meus,
suas mãos juntas às minhas nos aqueciam,
a noite favorecia um simples amor
em pleno apogeu
nossos corações, em perfeita harmonia,
selavam o que de melhor havia
nos olhos e mãos que se acolhiam.)
III
sem qualquer explicação
este amor que parecia fácil
desmancha-se
diante de seus olhos que
lacrimejavam
em uma ardência profunda
fora então, de repente, o que de mais cruel poderia lhe acontecer
naquela noite em que tudo era perfeito.
IV
(vaguei pela noite a procura de um porquê,
desejei àquela hora como a última de minha vida,
desejei que aquele momento fosse apenas um sonho
e então
chorei,
mais e mais,
como nunca havia chorado antes
algo me sufocava,
doía de tal forma
que eu não pude me conter
então fechei os olhos
quem sabe a noite derradeira em profundo descanso fizesse-me esquecer.)
V
e assim aconteceu o que não podia,
aqueles olhos e mãos já não o acolhiam,
inexplicavelmente, o repudiam
seu coração estava em pedaços
dormia ao relento naquela noite fria,
quem sabe a morte lhe seria a melhor saída
mas ao abrir os olhos
se deparou com uma rosa e um bilhete que dizia:
VI
(Meu amor,
perdoe este coração que não sabe amar
pudera eu demonstrar o que sentia,
quisera eu, por entre seus braços, me fazer mulher
ser toda sua dia-a-dia
pois estas gotas
que limpaste em teu rosto
não foi o orvalho que a ti cobria,
foi o meu amor que em lágrimas
derramei
enquanto você dormia.)
Um poema de Paulo D'Auria
Há 19 horas
Nenhum comentário:
Postar um comentário