sábado, 20 de junho de 2009

Linha um-cinco-oito

A loirinha entrou no ônibus. A loirinha perguntou ao motorista se o ônibus subia a Marquês de São Vicente, o motorista disse que sim e olhou para os seios da loirinha, porque homem sempre olha para os seios de uma mulher e motoristas também olham. A loirinha tinha os seios fartos e sua blusa valorizava seus atributos. Eu também olhei para os seios da loirinha, e o homem que estava de terno preto na frente do ônibus também olhou para os seios da loirinha, e o careca alto, que estava parado no meio do corredor do ônibus, também olhou para os seios da loirinha, até as mulheres olharam para os seios da loirinha. Talvez por isso a loirinha tenha preferido sentar na frente e não atravessar a roleta, porque a loirinha estava envergonhada que todos estavam olhando para os seus seios, porque os seus seios eram muito bonitos e sua blusa estava valorizando seus atributos. A loirinha pagou a passagem e sentou na frente e não atravessou a roleta porque todos olharam para os seus seios que eram fartos, porque sua blusa também valorizava seus atributos. A trocadora não rodou a roleta e guardou o dinheiro, porque a trocadora é pobre e ganha muito pouco, e porque ela acha que esse dinheiro não vai fazer falta para o dono da empresa de ônibus que ela trabalha, porque o dono da empresa de ônibus que ela trabalha é muito rico e esse dinheiro da passagem não vai fazer falta pro dono da empresa de ônibus que ela trabalha, porque ele é muito rico, mas o dono da empresa de ônibus que ela trabalha, que é muito rico, não pensa assim, porque ele quer sempre mais dinheiro e se ele descobrir que a trocadora, que é pobre, fez isso, ela vai ficar desempregada e ficar mais pobre do que já é.
A trocadora também olhou para os seios da loirinha, porque os seios da loirinha eram muito bonitos e sua blusa valorizava seus atributos. A trocadora ficou com inveja dos seios da loirinha, que eram muito bonitos, porque a trocadora é pobre e não tem dinheiro pra se manter bonita e nem tem seios bonitos e nem uma blusa que valorize seus atributos.
O homem de terno preto pagou a passagem e passou a roleta, talvez porque ele não estivesse mais conseguindo ver os seios da loirinha, que eram muito bonitos. O homem de terno preto se encaminhou para o fundo do ônibus, mas o careca alto, que estava parado no meio do corredor do ônibus, nem se moveu para o homem de terno preto passar, o homem de terno preto passou todo espremido, porque o careca alto estava parado no meio do corredor do ônibus e não queria se mexer para o homem de terno preto passar. O careca alto, que estava parado no meio do corredor do ônibus, fez uma cara estranha quando o homem de terno preto passou todo espremido, porque o homem de terno preto estava com o pau duro, porque o homem de terno preto ficou olhando para os seios da loirinha e ficou com desejo de chupar os seios da loirinha, que eram muito bonitos, por isso ele ficou de pau duro. O careca, que estava parado no meio do corredor do ônibus, também estava de pau duro, porque ficou olhando para os seios da loirinha e também ficou com desejo de chupar os seios da loirinha, que eram muito bonitos, por isso ele não se mexia para o homem de terno preto, que também estava de pau duro, passar, porque se ele se inclinasse pra frente ele iria encostar o pau duro dele no ombro de uma senhora que estava sentada na sua frente. A senhora que estava sentada na frente do careca, que estava parado no meio do corredor do ônibus, já tinha percebido que ele estava de pau duro, mas não se afastou, porque ela queria que o careca, que estava parado no meio do corredor do ônibus, encostasse o pau duro dele no ombro dela, mas o careca, que estava parado no meio do corredor do ônibus, não queria encostar o pau duro dele no ombro da senhora que estava sentada na sua frente, porque ela não era loirinha e nem tinha os seios bonitos e nem uma blusa que valorizasse seus atributos.
A loirinha pediu para o motorista parar para ela na rua Piratininga e o motorista, que não era bobo nem nada, querendo se fazer de gente boa, parou para ela na rua Piratininga, que não era ponto de ônibus. O homem de terno preto pediu para o motorista abrir a porta de trás para ele, porque ele queria descer ali também, mas o motorista não abriu a porta para o homem de terno preto, porque ali não era ponto de ônibus e motoristas nunca param fora do ponto.
O ônibus partiu e a loirinha passou pela calçada e todos olharam pela última vez para os seios da loirinha, que eram muito bonitos.

8 comentários:

Carleto Gaspar 1797 disse...

Muito irado as cenas se entrelaçando

as repetições que vão costurando as sentenças

e imaginar na esquina da Piratininga os seios da loirinha que eram muito bonitos pois sua blusa valorizava seus atributos...

rsrs

abs

Adrianna Coelho disse...


isso que é valorizar atributos!! rsrs

bom texto, paulo!

beijos

Luiz Coelho disse...

mto bom, melhor que o anterior! deu gosto de ler.

Gabis disse...

haha

achei legal! adoro repetições!

lembrei q vc disse q a gente fazia aniversário no msm dia e vim dar parabéns!

Parabéns! Tudo de melhor hoje e sempre! =)

Beijos

Anônimo disse...

hihiihihihhihihihihiih!

Pq não tirou uma foto?!

Paulinho, acho que teve uma galera que leu e ficou com tesão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk !

Quantas "bronhas" essa personagem deve inspirar:

...e o motorista entrou em sua casa e bateu uma bronha.
...o careca entrou em sua casa e bateu uma bronha.
...o homem de terno entrou em sua casa e bateu uma bronha.

Agora quem é que come essa loirinha?!

Abs

Halu

S.Ribeiro disse...

ótimo,ótimo,ótimo!

Thiago disse...

oi paulo!,

valeu pela visita. e assim como as 6 pessoas precedentes, também me amarrei nas repetições. muito bom, gostei muito.

Elaine Olanda disse...

Eu queria ter atributos como os da loirinha...

Foda!